Testes, recolhimento de animais de rua, campanhas de prevenção: Secretaria de Saúde detalha trabalho realizado desde 2017 contra o calazar

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De novembro de 2018 até este mês, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já diagnosticou 623 cães com leishmaniose. Os números foram apresentados pela coordenadora da Vigilância Sanitária, Raicia Oliveira durante audiência pública para falar sobre a doença realizada nesta quarta-feira, 23, na Câmara Municipal.

“De novembro de 2018 até aqui, já fiz 890 testes. Destes, 623 foram positivos, 267 negativos. Foram realizadas ainda 525 eutanásias (o sacrifício do animal doente)”, confirmou Raicia.



No total, desde 2017, mais de mil e quinhentos testes rápidos já foram realizados. O número, segundo a SMS, representa quase metade da população canina do município e confirma que o município tem intensificado o trabalho de combate à doença.


Raicia lamenta, porém, a falta de um suporte maior por parte do Governo do Estado. “São disponibilizados pelo Governo por mês apenas 40 testes. Eles não disponibilizam seringas, nem o remédio para eutanásia. A prefeitura teve de disponibilizar uma ambulância pra gente trabalhar, pois não tínhamos transporte”, detalhou.


Segundo a coordenadora, além de agora contar com um veículo, a Vigilância Sanitária também iniciou trabalho de recolhimento de cães de rua. Todos estão sendo levados para um abrigo provisório mantido pelo município. “Eles tem água, comida, e um ambiente limpo e adequado. Estamos com mais de 30 animais, e todo suporte e manutenção do canil é feito pela Secretaria de Saúde”, contou.


Raicia destacou que o trabalho é mais difícil, pois o município passou mais 12 anos com o programa de combate a leishmaniose desativado. “Desde 2003 não tínhamos ações de combate à doença”, finalizou.