Atendendo solicitação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), chegou nesta segunda-feira, 10, em Umarizal para realizar o trabalho de coleta do mosquito vetor transmissor da leishmaniose. Os profissionais do Estado foram recebidos pelo secretário de Saúde Ubiratan Paiva na prefeitura. Eles devem permanecer no município até sexta-feira, 14.

Acompanhado do coordenador dos agentes de endemias, Carlos Alberto, a equipe da SESAP iniciou o trabalho pelo bairro Santa Terezinha, na residência de José Ademar da Silva, paciente diagnosticado no ano passado com leishmaniose visceral. Ele já passou por tratamento e está em recuperação, na fase final do tratamento para o qual foi encaminhado pela SMS.

Na casa de José, a equipe colocou duas armadilhas chamadas de CDC Elétrica, uma dentro da residência e outra no quintal. Os aparelhos atraem o vetor que posteriormente são capturados, segundo explicou a bióloga coordenadora do Núcleo de Entomologia da SESAP, Lúcia Abrantes.

“Nós implantamos as armadilhas chamadas de CDC Elétrica. Essas armadilhas ficam acesas durante a noite toda na casa do morador, uma dentro de casa e outra no quintal que são ambientes onde os vetores costumam fica. A gente vai se estender com esse trabalho até sexta-feira. Iniciamos na tarde desta segunda e de manhã logo cedo, nós retornamos à casa pra ver se a gente conseguiu coletar algum vetor”, explicou Lúcia.

Segundo a bióloga, o trabalho de captura de vetores é realizado sempre em localidades onde houve registro de caso humano e/ou canino. “O cão é um reservatório para transmissão da doença. O mosquito que está sadio fica o cão que está doente de leishmaniose canina. Daí o vetor pica o humano e transmite. O ciclo é esse”.

Ainda de acordo com Lúcia, após ser feita a captura do mosquito, a amostra é encaminhada ao laboratório de entomologia em Natal, onde o vetor é identificado. A outra etapa do trabalho é realizada pelo município que tem deve fazer a borrifação no setor onde o transmissor foi localizado.

Lucia lembra que a leishmaniose visceral é uma doença grave e que, se não tratada a tempo, pode levar a óbito. “A única forma de controlar a doença, é fazendo o controle do vetor. O cidadão pode usar telas nas janelas, mosquiteiros, repelentes, deve limpar os locais que tem muita umidade, se tiver muita planta no quintal é preciso podar, pois o vetor se reproduz muito com a umidade e a ausência do sol. Essas medidas devem ser tomadas pra prevenir”, completou a coordenadora.

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