Goleiro Bruno Fernandes — Foto: Reprodução/EPTV/Claudemir Camilo

Está marcado para esta quarta-feira (19) o julgamento de um pedido da defesa do goleiro Bruno Fernandes para que seja anulada uma falta grave à qual ele foi imputado em fevereiro deste ano. Ele está preso em Varginha, no Sul de Minas Gerais, onde cumpre prisão em regime fechado pela morte de Elisa Samúdio.




Três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, em Belo Horizonte, julgam o pedido da defesa do goleiro. A sessão está marcada para as 13h30.

Bruno foi punido pela Justiça em Varginha após ser flagrado em um bar em companhia de duas mulheres. A transgressão foi considerada falta grave. À época, a defesa negou irregularidades.

Em outubro do ano passado, o goleiro cumpria pena em uma Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) no Sul de Minas e tinha conseguido o direito de exercer um trabalho externo.

A 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha cancelou o benefício após a denúncia. Apesar disso, Bruno foi absolvido no processo administrativo sobre o caso.

O desembargador Doorgal Andrada é o relator do processo que será julgado nesta quarta-feira (196). Correia Camargo e Eduardo Brum são os outros dois desembargadores que vão votar o pedido.

A advogada do goleiro, Mariana Migliorini, disse que não vai comentar o julgamento.

Goleiro Bruno trabalha na Apac de Varginha, onde cumpre pena — Foto: Reprodução/EPTV

Goleiro Bruno trabalha na Apac de Varginha, onde cumpre pena — Foto: Reprodução/EPTV

Crimes

Bruno foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF) e voltou a jogar futebol, atuando no Módulo 2 do Campeonato Mineiro pelo Boa Esporte, mas depois teve a medida revogada e um pedido de habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde foi preso e levado para o presídio da cidade.

Em junho de 2018, ele passou a trabalhar na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) da cidade, após decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais. Desde então, cumpria pena e trabalhava na unidade, mas teve o direito cassado quando a denúncia veio a público e voltou a ficar somente no presídio.

Eliza Samúdio e o ex-goleiro Bruno — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Globo

Eliza Samúdio e o ex-goleiro Bruno — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Globo




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