Reprodução/Twitter

Usuários de redes sociais comentaram e criticaram neste sábado (8) a foto em o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, aparece fazendo o sinal de arma com as mãos, logo após ser vítima de uma ataque a faca em Juiz de Fora (MG) na quinta.




A imagem foi postada por Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável, para mostrar a evolução de Bolsonaro, que sentou pela primeira vez após ser esfaqueado.

“Se o Bolsonaro depois da facada adotasse uma postura moderada, se fazendo de vítima, herdaria uma quantidade gigante de votos. Mas, graças a deus ele é um idiota e já está tirando foto com sinal de arma”, escreveu um internauta.

O ato também foi relacionado a comemorações esportivas com o gesto. “Quem comemora gol assim é punido pela organização que comanda o campeonato. Portanto, é óbvio que é incentivo à violência. Bolsonaro é uma pessoa pública, tem que ter mais consciência em suas atitudes”, avaliou um tweet.

“Bolsonaro faz gesto de arma de fogo com as mãos mesmo esfaqueado”, criticou outro.

O ex-ministro Alexandre Padilha disse torcer pela recuperação do candidato e para que Bolsonaro “abandone a incitação à violência”. “Como médico, vi várias vezes meus pacientes mudarem de atitude após um evento traumático. Esses não são os sinais de uma mudança”, avaliou ao compartilhar a foto.

Presidenciáveis

Entre os presidenciáveis, Marina Silva (Rede) repudiou o uso irrestrito de armas de fogo sem mencionar a foto de Bolsonaro. “O que vai nos defender contra a violência não é uma arma na mão. É o amor e o respeito uns pelos outros dentro do coração, independentemente de cor raça e ideologia.”




Pelo Twitter, Guilherme Boulos (PSOL) também condenou o ato do candidato. “É lamentável que logo após ter sido vítima da violência, Bolsonaro siga estimulando mais violência. A saída para o Brasil não é com tiros e intolerância” criticou.

A manifestação de Boulos foi rapidamente respondida por Flávio Bolsonaro. “Lamentável você querer aparecer num[a] situação dessas. Já que não respeita nem a propriedade privada do[s] outros, respeite ao menos nossa convalescença”, rebateu o filho de Bolsonaro.



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