Os gêmeos Jefferson e Jadson Ponce de Leon — Foto: TV Globo/Reprodução

Um homem foi identificado como autor de um crime de estupro por meio da análise do código genético de seu irmão gêmeo, que está preso. Foi a primeira vez que a Polícia Científica de São Paulo resolveu um crime envolvendo dois irmãos idênticos. A análise do código genético de um homem foi decisiva para apontar a autoria do crime de estupro praticado por seu irmão gêmeo.





Uma mulher foi atacada em um bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital, e uma câmera de segurança gravou a ação. A polícia se surpreendeu porque o estuprador parecia Jefferson Ponce de Leon, preso há um ano e quatro meses por um estupro cometido na mesma região.

Em maio de 2016, Jefferson roubou e estuprou uma mulher de 22 anos durante a madrugada, quando ela seguia para o ponto de ônibus e pretendia chegar ao trabalho.

“Ele pegou minhas coisas, celular, meus pertences, e depois saiu. E depois, quando eu olhei para trás, ele estava perto de mim de novo. Me fez acompanhá-lo”, contou chorando ao SP2 nesta quarta-feira (4).

Segundo estupro

Jefferson e Jadson são gêmeos idênticos. Depois que Jefferson foi condenado, o material genético dele foi para o banco estadual de DNA e foi usado para comparar com os vestígios do segundo estupro.

“Se ele estava preso, ele não pode ter cometido outro estupro. Então, o DNA indicou que foi uma pessoa que tem o DNA igual do preso”, explicou a delegada Dannyella Gomes Pinheiro, que passou a suspeitar de Jadson.

Dois dias após o crime, o homem sumiu e segue foragido. Os pais dos irmãos negaram a participação do filho no crime e o caso foi parar no laboratório de DNA para confirmar a suspeita da investigação.

O banco estadual tem 6.400 perfis genéticos que podem ser usados em comparações. Com este caso, o laboratório ajudou a esclarecer 18 crimes no estado de São Paulo.




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