Casamentos entre pessoas do mesmo sexo crescem 60,5% no RN, diz IBGE

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Troca de alianças — Foto: Décio Ramos Filmmaker

O casamento entre pessoas do mesmo sexo aumentou 60,5% no Rio Grande do Norte, em 2018, na comparação com 2017, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é parecido com a média nacional, que ficou em 61,7%.

Ao longo do ano passado, foram registrados 114 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, enquanto no ano anterior eram 71.

A maior parte dessas celebrações ocorreu entre mulheres, responsáveis por 60% das uniões (69 do total de 114).

Os homens, porém, aumentaram percentual de participação em comparação com o ano anterior. As uniões entre eles representava apenas 32% em 2017, ou 23 de um total de 71 uniões homoafetivas. Em 2018, foram 45, representando 39,4% do total.

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça somente em 2013. Naquele ano, foram registrados 3,7 mil em todo o país. Nos quatro anos seguintes, a média foi de 5,4 mil casamentos por ano. Já em 2018 foram 9,5 mil.

O IBGE destacou que o aumento do casamento entre pessoas do mesmo sexo ocorreu em todas as regiões do país, sendo o menor crescimento observado no Centro-Oeste (42,5%) e o maior no Nordeste (85,2%).

De acordo com a gerente da pesquisa, Klívia de Oliveira, o levantamento traz “os números frios”, ou seja, não permite analisar o que levou a esse aumento no número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Divórcios
Outro dado disponível no estudo é o número de divórcios em todo o país. Nesse quesito, o Rio Grande do Norte teve a segunda menor taxa nacional, com 1,2 mil casos por mil habitantes – acima apenas do Piauí, que ficou com 0,9. A maior taxa do Brasil ficou com Rondônia, com 3,8 divórcios por mil habitantes. A média nacional ficou em 2,6.

Quando se trata da taxa de nupcialidade, o Rio Grande do Norte também está entre os estados com menor taxa: 5,3 por mil habitantes. A maior taxa do país é de Rondônia, de 10,1. Já a mais baixa é do Amapá, com 3,6. A média nacional ficou em 6,4 por mil habitantes.

DO G1 RN