Quartel-general da PM-DF — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Um candidato ao concurso da Polícia Militar do Distrito Federal passou mal durante o teste de aptidão física e morreu na madrugada desta quinta-feira (20). Leonardo da Silva Oliveira, de 31 anos, sentiu dores durante a prova de corrida, foi atendido no local e encaminhado ao Hospital Regional de Taguatinga ainda com vida, mas não resistiu.




A prova foi realizada na tarde desta quarta-feira (19), no Sesi de Taguatinga. Um vídeo mostra Oliveira caído no chão enquanto socorristas fazem o atendimento. Eles tentam massagem cardíaca por vários minutos.

A PM informou que o candidato a uma vaga de praça já havia feito os testes de flexão abdominal e barra fixa. No teste de corrida, no entanto, ele não conseguiu finalizar a avaliação e caiu na pista. “Enfermeiros, socorristas e o médico que estavam no local fizeram todos os procedimentos exigidos”, disse a corporação, por meio de nota.

“A partir deste momento, o socorrista aferiu que o candidato estava com ausência de pulso e iniciou o RCP [procedimento de reanimação cardiopulmonar]”.

A prova de corrida envolve um percurso de 2,4 km, com duração de 12 minutos. Após esta etapa, o candidato ainda deve nadar 50 metros em até 1 minuto para ser aprovado no teste físico.

Ao G1, a banca informou que não vai rever os testes de aptidão nem vai suspender os prazos. “As atividades do concurso público continuam de acordo com o cronograma estabelecido com a PMDF e divulgado em edital.”

O que mais dizem a banca e a PM

A banca do concurso, o instituto Iades, informou que lamenta a morte e que está aguardando informações sobre a causa do falecimento. O exame faz parte da seleção de 2.024 novos praças para a Polícia Militar do Distrito Federal.

“Esclarecemos que, para a realização dos testes de aptidão física, todos os candidatos são obrigados a apresentar atestado médico que comprovem estarem aptos para a realização dos exercícios específicos para o concurso público”, disse a banca.

Segundo o Iades, Leonardo apresentou atestado médico. A banca, ao ser questionada se ele apresentava histórico de problemas de saúde, afirmou que “não há registro com relação a isto”.

A PM também lamentou a morte de Oliveira. “A Polícia Militar do Distrito Federal presta condolências aos familiares e amigos em nome de todos que integram esta instituição bicentenária que Leonardo pretendia integrar.”




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