Homem transmitiu pela internet o massacre Foto: Reprodução / REUTERS

CHRISTCHURCH, Nova Zelândia — Durante os atentados a duas mesquitas em Christchurch , na Nova Zelândia, o atirador fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O vídeo, que dura 17 minutos, mostra o caminho até a mesquita e os disparos contra os fiéis. Ao menos 49 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas. Não foram divulgadas ainda as identidades das vítimas. O autor do vídeo é, segundo o governo da Austrália, um australiano extremista de direita, que deixou um manifesto contra muçulmanos, a imprensa e a democracia .



Dispositivos explosivos foram encontrados nos veículos utilizados pelos suspeitos Foto: Reprodução / REUTERS

A transmissão foi filmada por meio de uma câmera acoplada no capacete do atirador e mostra quando ele entra na mesquita e dispara contra as vítimas. Depois de mais alguns minutos, ele entra em seu veículo e foge. “Não havia nem tempo para mirar, havia tantos alvos”, disse ao fugir.

Cerca de  20 minutos antes do ataque, o atirador publicou seu plano em um fórum de ódio na internet, o 8chan. “Bem rapazes, está na hora de parar de publicar bobagens e de fazer um esforço na vida real”, disse um usuário anônimo neste fórum. “Eu vou executar e investir contra os invasores, e vou inclusive transmitir ao vivo o ataque pelo Facebook”, escreveu.

Antes de abrir fogo, ele ainda pediu que os espectadores se inscrevessem no canal do comediante e produtor de vídeos sueco PewDiePie no YouTube. Horas depois, PewDiePie disse no Twitter que estava “absolutamente enojado” por ter seu nome “pronunciado por essa pessoa”.

Os ataques foram transmitidos ao vivo no Facebook e compartilhados amplamente em outras plataformas de mídia social, como o YouTube e o Twitter.

O Facebook e o Twitter retiraram do ar as páginas ligadas ao atirador, mas o conteúdo postado se espalhou rapidamente por outras contas. “A Polícia da Nova Zelândia nos alertou sobre um vídeo no Facebook logo após o início da transmissão ao vivo e removemos a conta e o vídeo do atirador”, informou em nota o Facebook. “Também estamos removendo qualquer elogio ou apoio ao crime e ao atirador ou atiradores assim que tivermos conhecimento. Continuaremos trabalhando diretamente com a Polícia da Nova Zelândia, como resposta e investigação continua.”

Para evitar a detecção dos sistemas de vigilância dessas empresas, os usuários das redes sociais começaram a editar o vídeo ou a postá-lo como uma imagem.



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