Projovem Urbano de Umarizal conclui mais uma etapa com apresentação de projeto sobre falta de saneamento do bairro Caraíbas

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Foto: Léo Silva

O Projovem Urbano de Umarizal chegou ao final de mais uma etapa com a apresentação do PLA – Plano de Ação Comunitária na noite desta terça-feira, 20. Coordenadores, professores e estudantes participaram do evento de apresentação do projeto que abordou a temática da falta de saneamento básico no bairro Caraíbas.

O PLA é um trabalho desenvolvido ao longo do Projovem que tem como meta estimular um olhar crítico dos estudantes em relação a temas que envolvem o cotidiano e a sociedade.

Para a coordenadora do programa, Maria Dalvaneide Lima o objetivo do projeto foi alcançado com êxito pelos estudantes. “O projeto escolhido foi o Saneamento Básico, desenvolvido no bairro Caraíbas, que é um problema da nossa sociedade, um problema local. Muitas vezes nos importamos com realidades diferentes, longe da nossa comunidade, quando nós temos a obrigação de ter esse olhar voltado para nossa comunidade”, destacou a coordenadora.

A professora de Participação Cidadã – disciplina que dá origem ao PLA – Vanuza Soares, falou sobre a importância do projeto e sobre a escolha de trabalhar o tema com o bairro Caraíbas. “Porque o bairro Caraíbas? Porque a maioria dos alunos são moradores do bairro e em todas as turmas em que falei que a gente iria desenvolver o trabalho do PLA, foi declarado unanimemente que eles queriam falar da falta de saneamento básico que é uma coisa que preocupa muito eles no bairro”, contou a professora.

gifnovoVanuza disse que uma das principais reclamações dos moradores do bairro é sobre a falta de atenção do poder público na localidade. “Eles nos declararam que tinham muita dificuldade de acesso ao poder público, que o bairro é muito isolado e que o trabalho estava sendo maravilhoso por alertar que as pessoas do bairro têm direitos”, relatou.

A aluna Rainande Lima aprovou o projeto. Ela contou que foi através do PLA que ela e outros estudantes puderam ter um contato direto com a problemática que os moradores do bairro vivenciam todos os dias. Ela destacou os principais problemas causados pela falta de saneamento no bairro.

“Os maiores problemas que a gente viu foi o esgoto a céu aberto, o matadouro que os moradores disseram que fica o mal cheiro quando estão matando os bichos, enfim, são muitos. É preciso se tomar providências e não adianta o pessoal da limpeza fazer e os moradores não fazer a parte deles. Não adianta de nada. Todos precisam colaborar”, frisou a estudante.

Também presente na apresentação do PLA, o professor de Língua Portuguesa do Projovem, Paulo Jackson destacou o protagonismo dos jovens através do Projovem Urbano e do desenvolvimento do PLA. Segundo o docente o programa tem o diferencial de permitir que seus participantes possam desenvolver o aprendizado de forma diferenciada o que garante um ensino mais aperfeiçoado.

“Eu enquanto professor observei que no desenrolar das minhas aulas, quando eu abri espaço para o protagonismo dos jovens, eles se sentiam autores das suas histórias e o Projovem da essa liberdade para que o professor possa fazer isso. É um ensino fundamental, mas com outra roupagem, voltada para o protagonismo dos jovens e nessa apresentação de hoje a gente viu que quando o jovem está em cena, ele faz a diferença”, pontuou o professor.

Na apresentação do projeto, estudantes recitaram versos, encenaram uma peça teatral relativa ao tema, cantaram paródias e falaram do PLA. O poeta Toinho de Otília também participou do ato recitando um cordel sobre cidadania.

O Projovem Urbano tem como objetivo principal elevar a escolaridade de jovens com idade entre 18 e 29 anos, que saibam ler e escrever e não tenham concluído o ensino fundamental, visando à conclusão desta etapa por meio da modalidade de Educação de Jovens e Adultos integrada à qualificação profissional e o desenvolvimento de ações comunitárias com exercício da cidadania, na forma de curso, conforme previsto no art. 81 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

O programa oferece um curso de duração de 18 meses, que é realizado presencialmente e a distância. Ao participar do programa, os alunos recebem uma bolsa mensal de R$100,00.

“Essa bolsa ajuda com custos de uma caneta, lápis ou na própria gasolina do translado deles até a escola e isso movimenta também a economia deles, pois muita gente aqui só tem de renda essa bolsa. Quem souber aproveitar vai levar isso aqui para vida. É um projeto magnífico”, destacou a coordenadora Dalvaneide.

Do O Umarizalense

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