A prefeita Elijane Paiva (DEM) - Foto: Léo Silva

A Escola Municipal Professora Raimundo Barreto não vai fechar, segundo reafirmou a prefeita Elijane Paiva (DEM) em entrevista ao O Umarizalense na manhã desta segunda-feira, 17. De acordo com a chefe do executivo umarizalense, o propósito de encerrar as atividades da escola, cogitado durante reunião com pais, era remanejar os estudantes para Escola Municipal Tancredo Neves. A prefeita disse que toda logística de transporte seria garantida pela Prefeitura.

“Nosso objetivo era fazer esse remanejamento: as crianças teriam todo um suporte de logística, carro pegando em casa e deixando em casa, tudo direitinho para que eles tivessem uma oportunidade maior na educação, mas é uma escolha da comunidade e cada pai e mãe sabe o que é melhor pro seu filho e se a questão maior é estar perto de casa, vamos manter o colégio aberto, mas o nosso objetivo era melhorar”, afirma Elijane.

De acordo com a prefeita, a baixa quantidade de alunos matriculados na escola foi uma das razões que levaram a gestão a cogitar o fechamento da unidade. “Tem turmas com 8, 9, 10 alunos. Acredito que a maior turma tenha 22 alunos. Enquanto isso temos uma estrutura enorme na Tancredo Neves, escola que estamos reformando e vai ficar muito bonita. Eu acho que seria interessante, mas a escolha é da comunidade”, garante.

Outro fator apontado por Elijane para buscar o remanejamento dos alunos foi a queda da qualidade da educação municipal nos últimos anos. “Não estou me referindo exclusivamente ao Raimunda Barreto, me refiro a todas as escolas do município que perderam a credibilidade. As pessoas dizem que as mulheres diminuíram em ter filhos, mas por que o colégio do Estado está atopetado de crianças? Isso significa que o Estado criou essa credibilidade ao longo dos anos e o município perdeu. E por que perdemos essa credibilidade? É um ponto de interrogação e os pais precisam antes de tudo, refletir em relação a isso”, avalia.

Elijane citou ainda a preocupação da administração em relação a formação dos professores que atualmente compõem o quadro da rede municipal de ensino, principalmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. “O município não tem condições, por exemplo, de ter um professor de Matemática que dê um suporte maior a estes alunos. Um suporte para que esse adolescente lá na frente possa participar de maneira efetiva de um Enem e tenha a melhor oportunidade de ir a uma universidade”, lamenta a gestora.

A prefeita também destacou a questão financeira. Segunda ela, o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que entra hoje no município não dá se quer para cobrir a folha de pagamento dos professores. “Não paga mesmo, mas da forma que está, nós precisamos contratar mais professores, pois os que temos não são suficientes. Então se você junta uma quantidade de aluno em um único colégio, aproveita-se mais os professores e se tem condições de investir mais na educação”, finaliza.

De acordo com Elijane, o município trabalha agora na busca de recursos para o setor da educação. O objeto é assegurar que as escolas permaneçam abertas, atendendo a demanda de alunos do município e garantindo um ensino de qualidade.

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