Mulheres podem denunciar violência em novo site do governo do RN

Portal da Mulher Potiguar também tem artigos sobre saúde da mulher. "Violentômetro" ajuda a reconhecer casos de agressão.

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Em destaque, o Ligue 180, disque-denúncia de violência contra a mulher (Foto: Reprodução/Portal da Mulher Potiguar)

A Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do Rio Grande do Norte criou um site na internet para receber denúncias – inclusive anônimas – de mulheres que sofreram algum tipo de violência. O Portal da Mulher Potiguar será lançado oficialmente nesta terça-feira (21), mas já está disponível no endereço mulherpotiguar.rn.gov.br.

As denúncias não têm valor de boletim de ocorrência, que pode ser feito em uma delegacia normal ou, dependendo do caso, em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Atualmente, há cinco DEAMs em funcionamento no RN – em Natal, Parnamirim, Mossoró e Caicó.

Além de receber denúncias, o site tem uma ferramenta chamada “violentômetro”, um teste que ajuda uma mulher a reconhecer se ela está ou não submetida a algum tipo de agressão, e dá orientações. O portal também elenca uma série de artigos informativos sobre contracepção, câncer de mama e outros temas relacionados à saúde feminina.

Segundo a Secretaria, por meio do site será possível mapear os casos de violência contra a mulher. Os dados serão encaminhados à coordenadoria de Mulheres e Minorias, vinculado a Secretaria de Segurança Pública, e devem guiar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a população feminina.

“A violência contra a mulher no Brasil é um assunto muito mais presente e assustador do que possa parecer. Temos uma subnotificação e os números podem ser mais alarmantes. O Portal dará voz a muitas vítimas que estão sofrendo silenciosamente”, afirma a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Flávia Lisboa.




Mapa do Feminicídio
Dezesseis mulheres já foram mortas violentamente no RN somente este ano, de acordo com o Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO). Delas, quatro teriam sido assassinadas por questões de gênero – o chamado feminicídio. O mapeamento aponta ainda que a maior parte das vítimas tem entre 18 e 30 anos, e os agressores são, na maioria, maridos, namorados e ex-companheiros.

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