(Outubro) Estrago causado pela passagem do furacão Matthew pela Flórida - AFP

As mudanças climáticas estão deixando as pessoas doentes, ao provocarem desde o aumento dos níveis de poluição atmosférica e da água até o incremento de mosquitos transmissores de doenças, disse na quarta-feira uma coalizão de 11 grupos médicos americanos.

O Consórcio da Sociedade Médica sobre o Clima e a Saúde representa mais da metade dos médicos dos Estados Unidos e pretende ajudar os elaboradores de políticas públicas a compreender os riscos para a saúde do aquecimento global e orientá-los.

“Nós médicos de todos os cantos do país vemos que as mudanças climáticas estão gerando americanos doentes”, disse Mona Sarfaty, diretora do novo consórcio.

“Os danos estão sendo sentidos principalmente pelas crianças, os idosos, pessoas com baixa renda ou doenças crônicas, e pela comunidade negra”, afirmou.

O grupo divulgou um relatório que explica como as mudanças climáticas afetam a saúde e insta uma rápida transição para energias renováveis. O texto será distribuído entre os membros do Congresso, de maioria republicana.



As principais advertências são sobre problemas respiratórios e cardíacos associados com o aumento dos incêndios florestais e da poluição do ar, assim como com as consequências do calor extremo.

As doenças infecciosas podem se propagar mais quando os carrapatos que transmitem a doença de Lyme e os mosquitos com o vírus do Oeste do Nilo ampliam sua área de ação, afirma o texto.

O clima extremo, assim como os furacões e as secas, podem se tornar mais comuns, destruindo casas e meios de subsistência e prejudicando a saúde mental das pessoas, alerta.

A maioria dos americanos não está ciente de que os aumentos de ataques de asma e de alergias estão ligados às mudanças climáticas, de acordo com o relatório.

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