Você já deve ter ouvido falar que os ciclos menstruais de mulheres coincidem quando convivem muito tempo juntas e que até existe uma explicação científicapara isso. No entanto, os pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluíram que a menstruação de mulheres que moram juntas, na verdade, não sincronizam com o tempo.

Desmitificando

Em 1971, o estudo liderado pela psicóloga Martha McClintock, da Wellesley College, nos Estados Unidos, sugeria que mulheres liberam feromônios que influenciam os hormônios de outras mulheres, aproximando ou distanciando reciprocamente seus ciclos menstruais. A descoberta ficou conhecida no meio científico como ‘efeito McClintock’.

Para comprovar a teoria, os pesquisadores acompanharam 360 mulheres que utilizavam o aplicativo de calendário menstrual ‘Clue’ e que não utilizavam nenhum tipo de anticoncepcional hormonal. Elas também relatavam convivência próxima com outras mulheres. De acordo com os resultados, ao contrário do que se imaginava, mais de 75% das participantes viram seus ciclos cada vez mais distantes de suas colegas. Apenas 79 observaram o fenômeno da sincronia.

Teorias

A pesquisa não é tão inovadora assim. De fato, poucos estudos chegaram às mesmas conclusões que o realizado em 1971, baseado no entendimento de que as mulheres emitem dois tipos de feromônios que podem acelerar e retardar a ovulação. Desde então, diversas análises mostraram defeitos na fundamentação dessa teoria.



Jeffrey Schank, psicólogo que hoje trabalha na Universidade da Califórnia, encontrou falhas em seus próprios métodos. Em um estudo altamente controlado de feromônios em roedores, Schank descobriu que a ideia de que os feromônios se comunicam e influenciam, na realidade, não faz sentido.

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