Kessia e seu filho, Heitor - Foto: Léo Silva

Educadores e educadoras da Creche Municipal Dina Nunes de Brito estão com um desafio especial: proporcionar um ambiente adequado para recepcionar o pequeno Heitor. A criança, que tem três anos, é uma PCD (Pessoa Com Deficiência). Ele está na unidade escolar há algumas semanas e a diretora Edinete Freitas contou ao O Umarizalense como tem sido encarar esta missão.

“De princípio pra mim foi um choque pelo fato de não termos capacitação e por ele ter vindo de um lugar que oferece um atendimento especializado que é o caso da APAE que é um lugar especializado para recebe-los, pois lá ele era totalmente assistido. Tudo que ele fazia, era com profissionais, com pessoas capacitadas”, conta Edinete.

Heitor morava em Goiás com os pais. Lá ele era atendido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Com a mudança de cidade, a mãe do Heitor decidiu matricula-lo na Creche Dina de Brito.

“Não é a primeira vez que trabalhamos com crianças especiais, mas quando a gente recebe a criança temos aquele medo de não conseguir suprir a necessidade da criança”, comenta a diretora.

Para atender às necessidades especiais do Heitor e garantir a inclusão dele na creche, Edinete conta que tem buscado o auxílio das secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social. “Fui às secretarias, pedi o apoio dos secretários e todos eles se dispuseram a nos ajudar”.

Apesar de ainda não contar com todo aparato que seria necessário para atender a todas as condicionalidades do Heitor, a mãe dele, a Kessia elogia o trabalho da creche. “A recepção que eu e meu filho tivemos foi excelente. Eu agradeço a diretora e a toda a equipe. No início fiquei apreensiva, por que não é fácil você ter um filho especial e buscar para ele um ambiente de inclusão, mas a creche Dina de Brito está de parabéns pela recepção e pelos cuidados que estão tendo recebendo meu filho”, agradece.



Nessas primeiras semanas, a pedido de Edinete, a mãe do Heitor tem acompanhado o dia do filho na creche. “Eu pedi para que ela ficasse nos primeiros dias para que a gente pudesse se adaptar ao Heitor e o Heitor se adaptar à gente”, relata a diretora. Segundo ela a Secretaria de Educação já está buscando um profissional com as qualificações necessárias para atender à criança e outras que necessitarem do atendimento especial.

Desafio

Kessia Medeiros contou ao O Umarizalense como foi descobrir que o filho tinha uma condição especial. Ela teve o Heitor em Goiás, estado onde estava morando com o marido. “Quando eu descobri que ele seria uma criança especial não foi fácil, mas eu encarei com muito amor e pedindo a Deus que me orientasse em tudo que eu precisasse. Foi uma luta. Eu tive que correr atrás de tudo e agora, voltando a minha terra, estou aqui e está sendo gratificante ver o Heitor participar da inclusão, pois é muito importante para ele estar junto de outras crianças”, destaca.

A deficiência do Heitor se constitui mais na parte física. Segundo Kessia, a cognição do filho é boa. “A limitação dele é mais física e é nessa parte a preocupação e os cuidados. O desenvolvimento dele é lento e ele precisa de todo um acompanhamento com fisioterapia. Esse é a maior dificuldade, mas na escola não estou encontrando dificuldades”, conta a mãe.

“Acredito que para a educação funcionar da maneira correta, a gente precisa se capacitar e nós vamos buscar essa capacitação para termos certeza de amparar o Heitor da melhor forma possível”, finaliza a diretora.