Subestação ISA-CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) em Guarulhos na Grande São Paulo (Lucas Galli/Futura Press/VEJA)

Os brasileiros pagaram 1,8 bilhão de reais a mais na conta de luz em 2016. O valor corresponde que deveria ter sido entregue pela usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas e sem data para serem concluídas.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), “os consumidores não sofrerão nenhum prejuízo”, pois o valor pago indevidamente será ressarcido por meio de descontos nos reajustes tarifários deste ano. A agência diz que as quantias serão reajustadas pela taxa de juros básica do país, a Selic.

A Aneel disse que havia autorizado em 2015 que os encargos referentes a Angra 3 não fossem recolhidos, mas admitiu que ainda assim houve cobrança.

“O valor estimado foi repassado aos processos tarifários das distribuidoras em 2016. Para 2017, a previsão do ERR (encargo) referente a Angra 3 foi retirada dos processos tarifários”, informou a agência.



Contratada para aumentar a segurança do sistema elétrico, a usina nuclear de Angra 3 será remunerada por um encargo cobrado nas tarifas para custear a “energia de reserva”.

A previsão original era que Angra 3 iniciasse as operações no final de 2015, mas já há tempos havia sinais de que o cronograma não seria cumprido, em meio a problemas financeiros da Eletrobras, responsável pela usina, e investigações de corrupção no empreendimento.

A Aneel não informou imediatamente para quem foram direcionados os recursos arrecadados para custear a energia de Angra 3 em 2016.

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