Foto: Léo Silva / O Umarizalense

Basta a chuva cair para a rua se transformar numa gigantesca poça de lama e a água que acumula, transbordar e invadir as casas. É o que denunciam moradores da rua Francisco Libanio da Cunha no bairro Mutirão. Na manhã desta quarta-feira, 22, dona Hélia, residente na rua há 28 anos, cobrou do vereador Jatão uma solução para o problema. O parlamentar passava pelo local, percebeu a situação e parou para ouvir moradores.

“Toda vez que chove fica assim. Não estar pior porque arrombamos um buraco na parede de um muro aqui e a água está escoando pra lá, mas já caiu gente de moto, teve gente que ficou atolado. Mas mesmo com esse problema, eu espero que as chuvas continuem vindo”, conta dona Hélia.

Foto: Léo Silva / O Umarizalense

Após ouvir os moradores, Jatão disse que vai levar a problemática da rua ao conhecimento da Secretaria Municipal de Infraestrutura para que as providências sejam tomadas. “Acredito que umas duas ou três camadas de desperdício resolva. Ele é duro, vem tijolos, vem tudo, então a água passa e não fica essa lama”.

Foco de mosquito

Bem próximo da poça de lama, mas já em outra rua do bairro, outra moradora aproveitou a presença do vereador para mostrar um outro problema que tem preocupado a comunidade. Dona Sacia mostrou a a situação de uma fossa aberta com água parada e já repleto de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Foto: Léo Silva / O Umarizalense

“Isso aqui é um perigo para população do nosso município. Hoje mesmo vou contatar a Secretaria de Saúde e a Vigilância Sanitária para que se resolva esse problema. Agora com o retorno das chuvas não podemos deixar água parada de forma alguma”, disse Jatão.

Qualquer local que possa juntar água limpa e parada é um foco do mosquito Aedes aegypti: pratos de vasos de plantas, caixas d’água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos, cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas etc.

Foto: Léo Silva / O Umarizalense

O perigo maior é em casa. Calcula-se que 90% dos focos do mosquito sejam domésticos. Velas de citronela ou andiroba e repelentes são paliativos: não eliminam o mosquito, apenas o mantêm distante por algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito. Os repelentes possuem duração de proteção limitada.

Foto: Léo Silva / O Umarizalense

Como evitar a proliferação do mosquito

Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.

Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água.

Edição e fotos: Léo Silva

 

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